Asteroide do tamanho de um prédio pode atingir a Lua em 2032, segundo alerta da Nasa. A colisão do corpo celeste, identificado como YR4, criaria uma cratera de cerca de 1 quilômetro de diâmetro e se tornaria o maior impacto lunar registrado em 5 mil anos, de acordo com a modelagem do astrônomo Paul Wiegert. A agência espacial americana estima que a liberação de energia resultante da colisão lançaria até 100 milhões de quilos de rochas e poeira pela superfície lunar.
Detritos podem afetar satélites e astronautas
Como a Lua não possui atmosfera, os detritos gerados pelo impacto se espalhariam livremente por sua superfície. Wiegert alerta que fragmentos com dezenas de centímetros podem colocar em risco astronautas ou estruturas habitacionais e de pesquisa instaladas no satélite natural da Terra. Além disso, parte desses fragmentos pode atingir satélites que orbitam a Terra, como os responsáveis por sistemas de navegação e comunicação.
Apesar do potencial destrutivo, o cientista garante que não há risco para quem vive na Terra. “Não esperamos rochas maiores do que um cubo de açúcar, e nossa atmosfera nos protegerá muito bem”, afirma Wiegert. Ainda assim, ele alerta que os fragmentos “viajam mais rápido do que uma bala” e, portanto, podem danificar satélites em órbita.
De ameaça à Terra a perigo lunar
O asteroide YR4 recebeu o apelido de “assassino de cidades” em razão da destruição que causaria caso colidisse com a Terra. Inicialmente, havia uma pequena chance de impacto terrestre, antes que a trajetória fosse recalculada em direção à Lua. O nome é uma referência à capacidade de devastação regional do corpo celeste, que tem dimensões comparáveis a um edifício.